QUASE UM SÉCULO DE UMA PUNIÇÃO INJUSTIFICADA – Faz 97 hoje que Cacimbinhas virou Pinheiro Machado, numa iniciativa particular do intendente provisório da então vila, Ney de Lima Costa, que revoltou a população: expiar a culpa do lugar de origem do assassino do senador José Gomes Pinheiro Machado, Francisco Manço (sim, com cedilha!) de Paiva Coimbra. Afinado com o presidente em exercício do RS à ép oca, Salvador Pinheiro Machado (irmão do político morto) e com o presidente licenciado, Borges de Medeiros, o provisório fez prevalecer sua força política sobre correligionários cacimbinhenses inconformados, que pegaram em armas e o puseram a correr. Por três, quatro gerações, a luta em defesa da retomada do nome original - alusivo à profusão de mananciais e à capacidade milagrosa de suas águas, que deram de volta a visão a um estancieiro cego – foi incessante, mas sem sucesso. O tema é latente na cidade em que nasceram/viveram/vivem meus bisavós, avós, pais e uma infinidade de parentes e amigos da infância à maturidade. Na foto (reprodução/Biblioteca Nacional), o autor de toda essa celeuma, Manço de Paiva.
Fonte: Nikão Duarte
Comentários:
- Nikão Duarte Verdade, Luiz Carlos Vaz. Pelo que apurei, nasceu prematuramente, em Arroio Grande, a caminho de Jaguarão para Cacimbinhas. A chacoalhada da diligência antecipou o parto e interrompeu a viagem por alguns meses. Mas a família mudou-se, estabeleceu-se e foi próspera em Cacimbinhas. Manço deixou a vila na adolescência, expulso pelo pai (também Francisco), por ter queimado uma fornada na padaria da família...
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